Separamos algumas notícias que ajudam a entender
os rumos do clima, do meio ambiente e da sociedade.
💨 Desigualdade climática
Segundo a Oxfam, bilionários esgotaram sua cota anual de carbono em apenas 10 dias.
O 1% mais rico do mundo esgotou, em apenas 10 dias de 2026, sua cota anual “justa”
de emissões de carbono para manter o aquecimento em 1,5°C e o
0,1% mais rico já havia esgotado em 3 de janeiro.
Segundo a Oxfam, essa elite é responsável de forma desproporcional pela crise climática,
gerando impactos graves como milhões de mortes por calor e trilhões de dólares em danos,
enquanto as populações mais pobres, que menos poluem, são as mais afetadas.

🌡️ 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, reforçando o avanço do aquecimento global.
2025 foi o terceiro ano mais quente da história, com a temperatura média global 1,47 °C
acima do nível pré-industrial. Pela primeira vez, a média dos últimos três anos (2023–2025)
superou o limite de 1,5 °C do Acordo de Paris, sinalizando que o planeta está se aproximando
rapidamente de um aquecimento perigoso.
O relatório aponta uma tendência contínua de aquecimento, com recordes nos polos e na Europa,
causada principalmente pelas emissões humanas de gases de efeito estufa.

💧 Água em alerta
Pesquisa revela: a cada 1°C a mais na temperatura, o consumo de água aumenta 25%.
O aumento da temperatura eleva diretamente o consumo de água: segundo o Instituto Trata Brasil,
cada 1 °C a mais faz o consumo per capita crescer 24,9%. O calor, somado ao aumento de chuvas e
ao turismo de verão especialmente em cidades litorâneas, pressiona os sistemas de abastecimento,
podendo levar a racionamentos. O estudo reforça a necessidade de reduzir desperdícios e investir em
infraestrutura hídrica para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

🚱 Crise hídrica global
Relatório da ONU alerta: o planeta entrou em uma era de falência hídrica global.
A ONU declarou que o mundo entrou na “falência global da água”, pois o consumo já
ultrapassa os limites seguros e a capacidade de renovação em muitas regiões.
Segundo a ONU, 70% dos principais aquíferos estão em declínio, a agricultura consome
cerca de 70% da água doce, e bilhões de pessoas vivem em áreas com reservas hídricas instáveis.
O relatório alerta que sem mudanças urgentes na gestão da água e na agricultura,
a crise hídrica e alimentar tende a se agravar rapidamente.

🌊 Proteção dos oceanos
O Tratado Global dos Oceanos entra em vigor e amplia a proteção do alto-mar.
Após 20 anos de negociações, entrou em vigor o Tratado Global dos Oceanos,
que passa a proteger a biodiversidade marinha em áreas de alto mar, equivalentes
a 50% dos oceanos do planeta, antes praticamente sem proteção.
Assinado por 126 países, o acordo cria áreas marinhas protegidas,
exige avaliações de impacto ambiental e busca conter a crise climática,
já que os oceanos absorvem cerca de 30% dos gases de efeito estufa.
O tratado é considerado essencial diante do aquecimento dos oceanos e da morte
dos recifes de corais, um dos primeiros pontos de não retorno climático.

👩🔬 Clima e sociedade
Estudo aponta que mulheres demonstram maior preocupação
com os impactos das mudanças climáticas.
Um estudo indica que mulheres emitem 26% menos gases de efeito
estufa que homens, principalmente devido a hábitos de alimentação e transporte.
A pesquisa mostra que maior consumo de carne vermelha e uso de carro entre homens
elevam suas emissões, enquanto normas de gênero influenciam esses comportamentos.
A diferença é comparável à desigualdade entre faixas de renda e aponta caminhos para
políticas climáticas focadas em hábitos de consumo.

♻️ Incentivo à reciclagem
O MMA abriu inscrições para projetos do ciclo 2026 da Lei de Incentivo à Reciclagem.
O MMA abriu as inscrições para projetos do ciclo 2026 da Lei de Incentivo à Reciclagem,
com prazo até 30 de julho de 2026. A lei permite dedução do Imposto de Renda para
investimentos em projetos de economia circular e gestão de resíduos, como inclusão de catadores,
inovação, infraestrutura e educação ambiental. Em 2025, a iniciativa já atraiu 952 projetos e
R$ 2,2 bilhões em propostas, mostrando forte adesão do setor privado.
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Janeiro deixa um recado claro: as mudanças climáticas, a crise hídrica e a necessidade de novas
políticas ambientais já não são alertas distantes, mas realidades em curso.
As notícias do mês mostram que o tempo de adaptação e ação é agora, seja por meio de decisões públicas,
investimentos responsáveis ou mudanças no consumo.
Informar-se é o primeiro passo para transformar preocupação em atitude e construir caminhos
mais sustentáveis para o futuro.
Referencias:
https://www.oxfam.org.br/o-1-mais-rico-esgotou-sua-cota-justa-de-emissoes-de-carbono-para-2026-em-apenas-10-dias/
https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/01/14/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-da-historia-aponta-observatori
o-climatico-europeu.ghtml
terra.com.br/noticias/consumo-de-agua-cresce-249-para-cada-grau-de-aumento-na-temperatura,60ffa095d9253a65867df15c221643897hw1jdod.html
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/onu-declara-mundo-entrou-na-era-da-falencia-global-da-agua/
https://www.brasildefato.com.br/2026/01/16/tratado-de-protecao-dos-oceanos-entra-em-vigor-apos-20-anos-de-negociacoes/
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/mulheres-emitem-26-menos-gases-de-efeito-estufa-que-homens-diz-estudo/
https://rotaverde.com.br/lei-de-incentivo-a-reciclagem-mma-abre-inscricoes-para-projetos-do-ciclo-2026/
Por: Carolina Apolinário , 02 Fevereiro de 2026